segunda-feira, 23 de abril de 2012

MELHORANDO O SISTEMA TAMPÃO EM LUTADORES DE MMA


MELHORANDO O SISTEMA TAMPÃO EM LUTADORES DE MMA

A energia para fosforilar o ADP durante a luta de MMA (exercício intenso) provem principalmente do glicogênio muscular armazenado através da glicólise anaeróbica, com a subseqüente formação de lactato. Vamos revisar um pouco a fisiologia e depois comentaremos como melhorar esse sistema em lutadores de MMA.   

- Tampões Químicos
Os tampões químicos bicarbonato de sódio, fosfato e protéico constituem a primeira linha de defesa na regulação ácido-básica:
O bicarbonato de sódio tampona o ácido lático, um ácido mais forte produzido durante o metabolismo anaeróbico, para formar lactato de sódio e ácido carbônico; por sua vez, o ácido carbônico se dissocia e eleva o H dos líquidos extracelulares.
Os tampões fosfato representados por ácidos fosfóricos e fosfato de sódio, atuam de uma maneira semelhante o sistema de tamponamento do bicarbonato, regulam a quantidade acidobásica dos túbulos renais e dos líquidos intracelulares, que contém altas concentrações de fosfato.
Tampão protéico (hemoglobina), incontestavelmente, a hemoglobina proporciona o aceitador mais importante de H para essa função de tamponamento, a hemoglobina é quase seis vezes mais possante na regulação da acidez que outras proteínas plasmáticas. A liberação de oxigênio da hemoglobina para as células transforma a hemoglobina em um ácido fraco, aumentando assim sua atividade para fixar o íon H+. As proteínas teciduais intracelulares também regulam o pH plasmático. Alguns aminoácidos possuem radicais ácidos livres. Quando dissociados, formam OH-, que reage prontamente com o H+ para formar água.
  
-Tampões Fisiológicos

Tampão Ventilatório quando a quantidade H+ livre no líquido extracelular e no plasma aumenta, passa a estimular diretamente o centro respiratório para aumentar imediatamente a ventilação alveolar. Esse ajuste rápido reduz a Pco2 alveolar e faz com que o dióxido de carbono seja eliminado do sangue. Os níveis plasmáticos reduzidos de dióxido de carbono aceleram a recombinação de H+ e HCO-, baixando a concentração de hidrogênio livre no plasma. 
Tampão Renal a excreção de íons H+ pelos rins, apesar de ser relativamente lenta, proporciona uma importante defesa a longo prazo que mantém a reserva corporal de tamponamento (reserva alcalina). Com essa finalidade, os rins funcionam como a última sentinela. Os túbulos renais regulam a acidez através de complexas reações químicas que secretam amônia e H+ para dentro da urina e, a seguir, reabsorvem os álcalis, o cloro e o bicarbonato.

Melhorando o Sistema Tampão

Podemos analisar no texto acima que tampão protéico (hemoglobina) e tampão ventilatório é importantes para um lutador de MMA, vejo profissionais falando que lutador não precisa realizar treinos aeróbios, a fisiologia não fala isso, no meu entender, para melhorar esses tampões deve ser incluído treinos aeróbios na periodização. Lembro que as fibras musculares de contração lenta têm uma enzima chamada disidrogenase lática (LDH) que favorece a conversão de lactato para piruvato, sistema importantíssimo no intervalo entes os raunds. O Vo2 máx de um lutador de Mma deve ser  > ou igual 50 (ml/kg/min).

Para aprimorar a capacidade de transferência de energia pelo sistema energético a curto prazo do ácido lático, o treinamento terá que sobrecarregar esse aspecto do metabolismo energético. Uma sessão de 1 minuto de exercício máximo, encerrada 30 segundos antes das sensações subjetivas de exaustão, eleva o lactato sanguíneo até níveis quase-máximos. O indivíduo repete a sessão de exercício após  3 a 5 minutos de recuperação.  Evidentemente, como ocorre com qualquer tipo de treinamento, devem ser exercitados os grupos musculares específicos que necessitam de uma capacidade anaeróbica aprimorada. Um nadador deve nadar, um ciclista deve pedalar e um lutador deve lutar.

Referência Bibliográfica

McArdle, WD, Katch FI, Katch VL e Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humana , 6 ª Ed. Malvern, PA: Lea & Febiger, 2008, p. 488.


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